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Home / Eventos / Colóquios / Histórico / I Colóquio Winnicott de Belo Horizonte / Resumos e minicurrículos

Resumos e minicurrículos

Conceição Aparecida Serralha

A noção winnicottiana do cuidado que favorece o amadurecimento emocional


Resumo: A carta de Winnicott a Bowlby, em maio de 1954, é tomada como ponto de partida para esta discussão sobre a noção de cuidado ambiental favorecedor do amadurecimento emocional de um indivíduo. Nessa carta, Winnicott retira o aspecto de vínculo obrigatório do cuidado suficientemente bom com a mãe biológica, mostrando que este cuidado pode estar impossibilitado nesta e presente em outra pessoa ou mesmo em alguma instituição. Este estudo pretende, assim, discutir a natureza e a qualidade desse cuidado bem como as características do ambiente cuidador, a relação com a cultura em que este está inserido e da qual sofre influências, tendo por base a teoria do amadurecimento de Winnicott e as pesquisas de Bowlby e Spitz.

Minicurrículo - Psicóloga clínica, graduada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com Mestrado e Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana (SBPW) e colaboradora do Centro Winnicott de São Paulo (CWSP) e Centro Winnicott do Triângulo Mineiro (CWTM). Membro do Grupo de Pesquisa em Filosofia e Práticas Psicoterápicas da Unicamp. Professora e Membro do Grupo de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – Uberaba-MG.

E-mail: serralhac@hotmail.com 


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Edna Pereira Vilete

Clarice, Winnicott e Macabéa


Resumo :  Através de Macabéa, personagem de Clarice Lispector no romance "A hora da estrela", a autora utiliza os conceitos de Winnicott e o texto de Clarice como uma evidência de que a literatura e a psicanálise se iluminam e  se complementam. Na história de Macabéa, as privações da sua infância, a falta de afeto e cuidados, resultam em alguém frágil e de precária identidade.

Minicurrículo - Médica, com especialização em pediatria, e psicanalista, formada pela Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro; docente e didata da mesma sociedade e filiada à IPA. Desde 1981, coordena grupos de observação da relação mãe-bebê no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. É fundadora do Espaço Winnicott, instituição dedicada à divulgação da obra de Winnicott em cursos e colóquios. A partir de 2003 integra o corpo docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana.

E-mail:  edvilete@uol.com.br   


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 Elsa Oliveira Dias

O cuidado como cura e como ética


Resumo: Após cotejar a ética embutida na psicanálise freudiana com a ética do cuidado proposta por Winnicott, este estudo tenta explicitar aspectos dessa nova ética que levam a alterações fundamentais no papel do analista, na tarefa terapêutica, que abrange o manejo, e no sentido da cura.

Minicurrículo - Psicanalista. Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, com a tese “A teoria das psicoses de D. W. Winnicott”. Mestre em Filosofia pela PUC-SP com a tese “Ser e tempo em Augusto Matraga: veredas de hora e vez”. Membro do Grupo de Filosofia e Práticas Psicoterápicas (GFPP) do Núcleo de Práticas Psicoterápicas do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP. Membro do Conselho Científico da Natureza Humana – Revista Internacional de Filosofia e Práticas Psicoterápicas. Fundadora do Centro Winnicott de São Paulo (CWSP). Diretora de Ensino e Formação da Escola Winnicottiana de Psicanálise do CWSP. Autora de vários artigos sobre D. W. Winnicott, sobre filosofia e psicanálise, e autora do livro A teoria do amadurecimento de D. W. Winnicott, (Imago, 2003).

E-mail: elsadias@uol.com.br

 

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Maria Lúcia Amiralian
Adolescência e deficiência visual: dificuldades e cuidados necessários

 

Resumo: Na teoria do amadurecimento a adolescência é uma etapa do desenvolvimento do ser humano. É uma aquisição do individuo que significa um crescimento emocional, mas é, também, um momento onde os sucessos e fracassos do bebê e das crianças retornam para acomodar-se. A adolescência é o momento em que os jovens, ao emergirem da infância e se afastarem da dependência em busca da posição de adultos, enfrentam dificuldades e conflitos inerentes a esse momento. As maiores dificuldades e conflitos relacionam-se as fantasias agressivas e sexuais agora em um corpo capaz de atuar, sendo grandes questões a dependência/independência e a definição da identidade como um ser adulto e responsável. Para Winnicott o adolescente tem sua própria imaturidade e as atitudes e a aceitação da família e os dos pais são fundamentais nesse processo. Como ocorre esse processo em jovens com deficiência visual? A perda ou limitação da visão é uma condição que apresenta, por si só, dificuldades especificas com que o jovem tem que se haver. Acredita-se que essas se agravam e se somam as dificuldades próprias da adolescência. Quais os cuidados necessários para ajudar a esses jovens? A partir da descrição do atendimento de jovem com baixa visão pode-se compreender melhor suas dificuldades e levantar os cuidados que venham a ajuda-los a enfrentar e resolver suas duvidas e conflitos. 
Minicurriculo - Maria Lucia Toledo Moraes Amiralian, Psicóloga, Dra. em Psicologia Clinica pela USP, Docente do Instituto de Psicologia da USP, Orientadora e membro do Centro Winnicott de São Paulo, Coordenadora do LIDE- Laboratório Interunidades para o Estudo das Deficiências do IPUSP, Conselheira e Assessora Técnica da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Especialista em Psicanálise e Deficiência.

 E-mail: mltma@usp.br 
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Orestes Forlenza Neto

Amadurecimento e Cuidado


Resumo: A apresentação se baseia no Caso Renée, publicado no livro Realização Simbólica de M.A Sechehaye e Diário de Uma Esquizofrênica,da própria paciente.

Trata-se de uma jovem que desenvolveu uma psicose gravíssima, com sintomatologia produtiva com delírios, percepção delirante, até mesmo agitação e estupor tipo catatônico. Aproveitamos a rica descrição de sua história pessoal e clínica, bem como o magnífico trabalho de M.A Sechehaye com a paciente para podermos ilustrar aspectos essenciais do cuidado materno e posteriormente do cuidado terapeutico que permitiu a remissão da psicose.

Minicurrículo - Membro efetivo e didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Professor do Centro Winnicott de São Paulo. Ex-assistente da cadeira  de psiquiatria e psicologia médica da UNIFESP.  


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Roseana Moraes Garcia

A importância do ambiente e do cuidado na prevenção e no tratamento da tendência anti-social

Resumo: A tendência anti-social para Winnicott é um distúrbio do amadurecimento pessoal que tem sua origem numa falha ambiental. Compreendido nessa perspectiva, esse distúrbio pode ser prevenido e até certo ponto tratado. Para que isso aconteça, é fundamental que o ambiente possa reconhecer a falha e cuidar da criança, por meio de uma adaptação ativa às suas necessidades. Nesta conferência  serão abordadas as especificidades do ambiente e dos cuidados necessários para que a criança possa retomar o seu amadurecimento pessoal.
Minicurrículo - Psicanalista, mestre e doutoranda em psicologia clínica pela PUC-SP, especialista em saúde mental infantil pela FCM-Unicamp, coordenadora do Centro Winnicott de Campinas, professora e supervisora da SBPW.

E-mail: roseanagarcia@uol.com.br    

 

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Vera Regina Ferraz de Laurentiis
Os cuidados com o corpo em situações de dependência


Resumo:  Destacarei, dentre os inúmeros aspectos da relação mãe/ bebê descritos por D. W. Winnicott, a importância dos cuidados com o corpo do bebê para a facilitação de suas tarefas primitivas, como por exemplo a constituição de um si-mesmo psicossomático.  Em seguida, ressaltarei o fato de que essa situação de dependência inicial é emblemática na obra do autor, e serve como modelo para a reflexão a respeito das necessidades do paciente e das demandas que recaem sobre o analista, particularmente nas situações de regressão em tratamentos psicanalíticos; trazendo também elementos para a reflexão a respeito de outras situações de dependência em que profissionais da saúde são convocados a lidar com o corpo do paciente. 

Minicurrículo - Psicóloga e mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, psicoterapeuta, professora e colaboradora do Centro Winnicott de São Paulo e de Campinas. Especializou-se na área da pesquisa sobre integração somatopsíquica no Sedes Sapientiae, no Instituto Ágora e no Centro de Educação Somática e Existencial, entre outros; trabalhou com equipes interdisciplinares atendendo pacientes em crise psiquiátrica, adictos, e com distúrbios de alimentação.

E-mail: veralaurentiis@terra.com.br 


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Zeljko Loparic
Os sentidos psicanalítico e filosófico do cuidado


Resumo: “Cuidado” é o nome winnicottiano para a provisão ambiental, desde aquela oferecida pela mãe devotada ao seu bebê no início do processo do amadurecimento, até a disponibilizada pelas famílias e grupos sociais aos seus membros e – no outro extremo desse processo – pelas sociedades democráticas aos seus cidadãos. O mesmo termo é usado por Winnicott para caracterizar um ingrediente essencial do atendimento psicanalítico: o manejo. Nos dois casos, além de ter o sentido relativo a relações ambientais ou clínicas factuais que favorecem o amadurecimento, o cuidado ambiental possui também uma conotação filosófica, referente ao seu papel não apenas no asseguramento do bem-estar físico ou psíquico dos seres humanos, mas também, e sobretudo, na facilitação da sua emergência no mundo e da continuidade do seu existir como pessoas. O presente trabalho visa elucidar esses diferentes sentidos de cuidado na psicanálise winnicottiana, levando em conta, como instrumento de análise, as posições da psicanálise tradicional, da psicologia do desenvolvimento emocional e moral, bem como as teorias filosóficas do sentido ontológico e ético do cuidado e da responsabilidade.

Minicurrículo - Zeljko Loparic é doutor em filosofia pela Universidade de Louvain (1982), com pós-doutorado na Universidade de Konstanz. É professor-titular aposentado do Departamento de Filosofia da Unicamp, iniciador e primeiro Editor científico de Cadernos de História e Filosofia da Ciência (1980-88) do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da mesma universidade (CLE), ex-Coordenador deste Centro (1983-85), membro fundador e primeiro Presidente (1989- 1994) da Sociedade Kant Brasileira. Em 1999, iniciou a revista Natureza Humana. Desde 2004, preside a Sociedade Brasileira de Fenomenologia. Em colaboração com Elsa Oliveira Dias, fundou o Centro Winnicott de São Paulo (2001) e a Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana (2005). É autor de livros Heidegger réu (1990), Ética e finitude (1995, 2a. ed. 2004), Descartes heurístico (1997), A semântica transcendental de Kant (2000, 3ª edição 2005), Sobre a responsabilidade (2003) e Heidegger (2004), além de numerosos artigos, publicados em revistas nacionais e estrangeiras, sobre filosofia geral da ciência (Mach, Carnap, Kuhn), história da filosofia geral da ciência (Mach, Carnap, Kuhn), história da filosofia (Descartes, Kant, Heidegger) e filosofia e história da psicanálise (Freud, Klein, Lacan e Winnicott).

E-mail: loparicz@uol.com.br


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